Início » Resenha » Treze à Mesa

Treze à Mesa

Num mundo de aristocratas excêntricos e de atrizes e atores famosos se tecem os fios da complexa e inquietadora intriga desse romance que poderia levar como subtítulo Um Baile de Máscaras, porque na realidade transforma-se em um cenário macabro de mutantes e enganosas aparências, sob as quais se oculta o rosto de um implacável assassino. Entre os assistentes a esse perverso teatro se encontra um espectador muito difícil de enganar: Poirot, que, além de utilizar outros sutis recursos, vale-se como de um espelho, do cérebro estritamente normal de seu amigo íntimo, o capitão Hastings — reencarnação moderna do Dr. Watson –, para ver, refletido nele, o que o assassino quer que os outros vejam. Com uma modéstia inusitada, Poirot, por uma vez na sua vida, priva-se, injustamente, de todo o merecimento, pois diz que pôde desmascarar o autor de três assassinatos não pelo bom funcionamento dos seus neurônios, mas sim por ter ouvido, na rua, uma conversa trivial. A verdade é que, se o ouvinte não tivesse sido o detetive bigodudo, um inocente, e não o verdadeiro assassino, teria morrido na forca!

Editora: Ediouro; 1ª edição (1 janeiro 1900), 256 páginas
Idioma: Português
Compre aqui

Deixe uma resposta